Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, agosto 05, 2009

dia 17 de Julho


... e finalmente, depois do jantar de 17 de Julho...

Boas Férias!

sábado, maio 16, 2009

Crise

Cheio de toxinas evoluo
nos meus dias.
Derramo-me pelo caminho
onde há flores, afinal.

Perdido no ruído das turbas
uma solidão imensa avassala
tudo, por igual.

Espiritualidade, porque fugiste
assim, como se nunca se tivesse sabido o que é viver?

Que a felicidade nos proteja,
parece. Ou nos cubra,
benfazeja, nisto que não acontece.
Poderia ser?

Mario
Lisboa, 14 Maio 2009

quarta-feira, maio 13, 2009

Qualidade

Não se muda por decreto;
não se enxertam mentalidades,
muda-se por vontade,
de dentro para fora,
fazer a coisa bem feita
satisfazer as necessidades
como quem bebe água
e, simplesmente, se dessedenta.

Fácil, não é?
O problema está em como
encontrar a estrada, o rumo.
Difícil, afinal, porque também
a estrada muda em plena bonança,
desarmando-nos a esperança.

Um jogo de contas de vidro,
fugindo do tabuleiro
em que a gestão as pôs.
Mas as contas têm cor,
são transparentes, rolam,
prendem-nos a imaginação,
levam-nos a destinos desconhecidos.

Idos, assim, atrás da qualidade
(a menina dos olhos do baralho)
até parece que a Arquivística, afinal… não dá trabalho.

Mario
Algés, 13 de Maio 2009

Arquivística

Signo – desconhecido
Mundo animal – cavalo
Mundo mineral – rocha
Mundo vegetal – árvore

Montada num cavalo puro
a arquivística segue
em ritmo firme e compassado
do passado ao futuro.

Nos dentes leva uma folha
(qual Pégaso)
assinada e autenticada,
e, com ela, a árvore a que,
por momentos, foi retirada.

Chegada ao destino
a folha é depositada,
novamente, no ramo, na raiz.

Na rocha se apoia e abriga,
a árvore, viva,
guardada contra ventos e marés
na nossa memória colectiva.

Testemunha-nos, prova-nos, a nós.
Assim, verdadeiro,
o documento explica-nos por inteiro.



Mario
Algés, 10 de Maio de 2009

segunda-feira, maio 04, 2009

Assinatura Digital

Dizem que assinatura digital é que é;
que isto e aquilo,
porque torna, porque deixa,
certificação, garantia ad aeternum.

Pois… Os papéis –
prova testemunhal –
serão, talvez, vertidos em bits e bytes.

Desmaterializando-se (dizem),
afinal, existem electronicamente,
como a luz que nos alumia, artificialmente.

Regressaremos às trevas,
se a civilização recuar?
Não?! Então deixemo-nos estar
ronronando em cima do computador,
nosso novo, novo amor.


Mario

Santarém, 4 Maio 2009

Certidão de nascimento

As letras elevam-se no ar.
Pudera… A certidão,
sacudida,
deixou-as escapar.

E agora?
O conteúdo saiu
do contentor
e não sabemos onde caiu.

Lá se foi a prova,
o valor testemunhal
e nem sequer a salva
a assinatura digital.

Que esta, sim, esta,
também ficaria no espaço
como as demais letras que
caíram da certidão.

Mesmo assim o blogue nasceu
com nome, data e local.
E, não me levem a mal,
mas “o menino” é lindo…
Tem quinze pais e mães, e meia.

Nos momentos em que for mais feminino
a bloga também não ficará feia.

Mario

Santarém, 3 de Maio 2009